Não passei 35 anos nestas trincheiras para ver outro republicano na Casa Branca. Esta foi a frase marcante de Hilary Clinton, ontem à noite, na convenção democrata, tentando convencer seus eleitores a transferir seus votos para Barack Obama. E este é um contigente significativo. São cerca de 18 milhões que votaram em Hilary e que agora estariam preferindo votar em John McCain a apoiar Barack Obama. Embora toda sua mobilização, a senadora deixou claro que não pode controlar os votos de seus eleitores. E, numa prova de que o radicalismo e o ódio racial ainda imperam entre certas pessoas nos EUA, a polícia deteve quatro pessoas suspeitas de planejar o assassinato de Barack Obama, o primeiro negro com chances de se tornar presidente do país. No entanto, este é um fato isolado. Não reflete a opinião da maior parte do país. Mas de um segmento que pode mudar a história do país, como o foi no caso de John Kennedy.
Mas, o que interesse para Obama agora é a convenção de seu partido onde, amanhã, ele fará o seu grande pronunciamento. E este é o momento de deslanchar. Há toda uma exposição à mídia capaz de impulsionar sua candidatura. Se mesmo assim seguir nesse empate técnico que está com McCain, ficará muito difícil bater o republicano em novembro. Simplesmente, porque os rivais ainda não realizaram sua convenção que, obviamente, também lhes dará maior visibilidade.