O presidente Barack Obama decidiu partir para a linha de frente com relação às eleições parlamentares de 2 de novembro. Resolveu convidar sua mulher Michelle e sair em campanha, buscando votos para os candidatos democratas. Neste fim de semana ele foi ao estado de Ohio em busca de votos. Ele vaivisitar também Oregon, Califórnia, Nevada, Minnesota e Rhode Island. Os americanos vão renovar as 435 cadeiras da Câmara dos Deputados e 37 das 100 cadeiras do Senado. Também estarão sendo eleitos 37 dos 50 governadores. Hoje, os democratas têm 255 cadeiras na Câmaracontra 178 dos republicanos. E no Senado possuem uma maioria de 59 contra 41.
Será difícil perder essas maiorias, mas elas podem ser substancialmente reduzidas. E o grande inimigo de Obama e dos democratas é a crise econômica pela qual o país está passando. Em seus discursos, Obama tem buscado mostrar que os responsáveis pela crise são os republicanos. Afinal, ela começou durante o governo de George Bush. Só que eleitor tem memória curta, e como ele sente a crise agora, ele a credita a Obama, o qual tem a responsabilidade de, pelo menos, amenizar a crise.
START
Por outro lado, Obama está sofrendo pressão da Rússia para tratar de aprovar ainda nesta legislatura o acordo de redução de armas nucleares que os dois países firmaram. O chamado Start prevê a redução, em sete anos, de 30% dos arsenais das duas potências. O acordo foi assinado há mais de ano, mas, para entrar em vigor, precisa ser ratificado pelo Congresso americano, o que ainda não aconteceu. E como os russos têm medo de que Obama possa perder a maioria naquela casa, estão pressionando para que trate de conseguir logo a aprovação.
Sabe-se que, mesmo com esta redução, o que restará de armamentos nucleares dá para as duas potências se explodirem mutuamente. No entanto, não deixa de ser um avanço conseguir uma redução de 30%. Algo que toda a humanidade agradecerá.