Barack Obama segue mudando tudo o que representa a era Bush. Seu mais novo ataque se dá nas questões ambientais. Em mais um canetaço, como vem fazendo desde que assumiu o poder, Obama revogou aspectos cruciais do enfoque conservador de Bush em relação ao meio ambiente e à política energética. Deu poder aos estados para legislarem sobre a forma de coibir as emissões poluentes dos veículos automotores. E apertou o prazo para que as montadores instaladas no país façam carros que consumam menor quantidade de energia e que utilizem energia limpa. O prazo caiu de 2.020 para 2.011.
A decisão de Obama se deu no mesmo dia em que ligou para o presidente Lula, convidando-o para um encontro, em março, quando o presidente brasileiro irá a Nova York, participar de um seminário de investidores. Pode ser mera coincidência, mas não se pode esquecer que o Brasil produz o etanol, que é a energia limpa que Obama quer implantar nos EUA. E etanol que é produzido a partir da cana de açúcar, com maior aproveitamento e sem comprometer a alimentação. Diferentemente do etanol americano, que é produzido através do milho, que já subsidiado, o que encarece o combustível e o alimento.
Quem sabe, esteja se abrindo uma porta importante para o Brasil. Porém, independentemente disto, Obama começa a tirar os EUA da condição de vilão do meio ambiente, a que fora levado por Bush.