O lobby judaico nos EUA mostrou o quanto é forte, pois o presidente Barack Obama teve que ir para a linha de frente, novamente, neste domingo, para dar uma outra conotação ao discurso que fizera na quinta-feira, em que defendeu um Estado palestino sob as fronteiras de 1967. Obama falou para um grupo judaico de grande influência na política americana e que teria votado maciçamente nele. E o presidente começou dizendo que queria repetir o que falara e não o que fora reportado. Como se o que fora reportado tivesse sido diferente do que ele falou. Diferente foi a colocação que fez neste domingo, ao dizer que: “As partes, israelenses e palestinos, vão negociar uma fronteira que é diferente da que existia em junho de 1967. É isso que significa troca mútua. Permite que as duas partes reconheçam as mudanças que ocorreram nos últimos anos. Permite às partes desenhar os dois Estados pensando nas novas realidades demográficas e as suas necessidades”, disse Obama. Então, na quinta ele falou em Estado palestino sob as fronteiras de 1967. Neste domingo falou em “negociar uma fronteira que é diferente da que existia em junho de 1967. Portanto, são colocações diferentes. Agora, não resta dúvida que esta última está muito mais próxima da realidade, considerando-se a atual conjuntura da região. Pelo menos, Obama foi mais realista e agradou seus interlocutores.