O presidente Barack Obama parte amanhã para linha de frente, atacando as questões econômicas e militares, durante gira pela Europa. Não sem antes ter tomado as devidas providências para trocar a direção da General Motors, que já recebeu 13,4 bilhões de ajuda do governo e precisa de, no mínimo, mais 16 bilhões. Obama vai à Grã-Bretanha, França, Alemanha, República Tcheca e Turquia. Na primeira etapa, em Londres, dois grandes temas. Um deles, um encontro com o presidente russo Dmitri Medvedev, para tratar da redução dos arsenais nucleares dos dois países, dos sistemas antimísseis que os EUA pretendem colocar na Polônia e República Tcheca, da desmilitarização da Geórgia e da expansão da Otan para o Leste. Será a oportunidade de colocar esses assuntos às claras e se definir se EUA e Rússia vão agir em conjunto ou vão retomara guerra fria. O outro tema será a reunião do G-20, com a presença dos emergentes como o Brasil, para tratar da crise econômica. Um tema muito mais complexo devido aos estragos que a crise está provocando e às diferenças de enfoque entre os países desenvolvidos e emergentes.
Estes são assuntos apenas para a largada em Londres. Depois vem outros, como Afeganistão, Irã, etc. Ou seja, tema importante é o que não faltará na agenda de Obama.
QUESTÃO RUSSA
Durante o governo de George Bush, EUA e Rússia viveram um período de confrontação e de esfriamento total em suas relações. Os temas que provocaram o atrito foram, a expansão da Otan para o Leste, com a tentativa de envolver países como Ucrânia e Geórgia, fronteiriços com a Rússia, e o projeto americano de colocação de sistemas antimísseis na Polônia e na República Tcheca. A Rússia reagiu fortemente a essas ações. Chegou a cortar o gás que fornece para a Ucrânia, como forma de demover o país da intenção de aderir à Otan. E invadiu a Geórgia, depois que o exército do país atacou as províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia. E ainda ameaçou colocar sistemas de mísseis em Kaliningrado, um encrave situado junto à fronteira com a Polônia. Quando Obama assumiu, Medvedev foi um dos poucos dirigentes a destoar do coro de boas vindas. Ao invés de saudar o novo ocupante da Casa Branca, manteve o discurso de confrontação. Embora em ocasiões posteriores tenha se aberto para o diálogo.
Obama, no entanto, manteve determinação para o diálogo. E este irá acontecer nesta quarta-feira, em Londres, quando Obama e Medvedev estarão frente-a-frente. Para o bem do mundo, espera-se que haja uma convergência entre os dois líderes.