O presidente Lula falou com muita propriedade que o presidente eleito dos EUA Barack Obama não pode fracassar. E não pode mesmo. Nunca se viu pelo mundo afora tanta expectativa em torno de um presidente americano. E esta expectativa se dá por tudo que de diferente Obama apresenta com relação a George Bush. Bush sedimentou o unilateralismo pelo mundo e espalhou a arrogância. Dividiu o mundo entre o bem e o mal, enfatizando que quem não estava com ele, estava com o mal. Desencadeou uma guerra contra o Iraque em nome de uma mentira, as armas de destruição em massa, que nunca existiram, e culmina sua administração mergulhando o país e o mundo na pior crise financeira desde a grande depressão de 1929.
Portanto, a agenda do sucessor de Bush é assustadora. Ele precisa manter os EUA como uma potência, mas necessita afastar a imagem de arrogância. Para isto, ele já se mostrou disposto a dialogar com qualquer dirigente mundial, sem pré-condições. E, com novas alianças, ele precisa reverter as situações do Iraque e do Afeganistão. E terá que administrar essas questões externas em meio a uma situação de recessão interna, motivada pela crise financeira, que está fazendo muita gente perder suas casas e seus empregos.
Ou seja, Barack Omama tem apenas essas “pequenas coisas” pela frente para não fracassar.