Barack Obama deixou algumas mensagens muito claras em seu discurso de posse na presidência dos EUA. A primeira delas, se referiu – claro que de forma subjetiva – ao fim da era Bush. Disse que assumia em meio à crise e à guerra. Em meio a casas e empregos perdidos. Sistema de saúde caro. Escolas que não são boas. E o medo, por parte da população, do declínio americano. Disse que os desafios serão enfrentados e destacou: “Os argumentos políticos que usamos, não se adaptam mais à nossa realidade”.
Prometeu entregar o Iraque aos iraquianos e ajudar a restaurar o Afeganistão. E passou um recado explícito para o Oriente Médio. Conclamou muçulmanos, cristão, judeus, etc, a uma ação pelo entendimento. Disse ele: “O importante é construir e não destruir”. E ressaltou que o mundo precisa de prudência. Mais direto, impossível.
O toque de transformação na cultura americano ficou por conta da observação que fez, dizendo que estava assumindo a presidência um homem cujo pai, 60 anos atrás, não seria servido num restaurante de Washington. Algo significativo para o primeiro negro a assumir a presidência da maior potência do mundo. Vê-se que os tempos são outros. Não só no que toca à cultura americana, mas à posição que o país passa a assumir no cenário mundial.