Referendando sua promessa de campanha, o presidente eleito dos EUA Barack Obama disse ontem que vai inaugurar uma nova era na defesa da sustentabilidade climática. Através de um vídeo, Obama falou aos participantes da Cúpula Bipartidária de Clima Global, evento em realização na Califórnia, reunindo governadores americanos e representantes de 22 países, inclusive o Brasil.
Vale dizer que já é um feito extraordinário os EUA estarem discutindo o assunto, porque durante o governo Bush o mesmo ficou de lado. Aliás, Bush se negou inclusive a assinar o Protocolo de Kyoto, pelo qual se prevê a redução gradativa das emissões de gás carbônico pelo mundo. Sob Bush, os EUA se tornaram, junto com a China, os dois maiores poluidores mundiais, em função do uso intenso de combustíveis fósseis, petróleo e carvão, para a geração de energia. Aliás, Obama não deixou de criticar Bush por sua desconsideração para com as questões relacionadas aos meio-ambiente.
Obama afirmou ainda que a mudança climática e a dependência externa por petróleo, se não forem revertidas, vão enfraquecer cada vez mais a economia e ameaçar a segurança nacional. O próximo comandante de Casa Branca afirmou que o governo vai colocar metas anuais para reduzir emissão de gases, até o ano de 2020, aos níveis dos anos 90. Outra projeto será investir US$ 15 bilhões por ano em ações junto à iniciativa privada para implantar o uso de energia limpa. Entre os principais tecnologias estão energia solar, eólica e biocombustíveis. Obama também afirmou que a energia nuclear será colocada de lado enquanto sua segurança não for comprovada.
Bem, o mundo espera que isto não seja apenas promessa de campanha. Agora, há um alento para acreditar em Obama: um ex-vice-presidente democrata, Al Gore, ganhou o Nobel da Paz por sua luta em defesa do ambiente.