O primeiro-ministro de Israel Ehud Olmert está na linha de tiro. Quem está pedindo sua renúncua é o seu próprio ministro da Defesa, Ehud Barak. Ocorre que Olmert já vem sendo investigado há algum tempo por crime eleitoral, caixa dois, mais especificamente. A situação se complicou nesta terça-feira, quando o milionário americano Morris Talansky disse, em depoimento em Jerusalém, que ao longo de 15 anos ele entregou 150 mil dólares a Olmert, como forma de empréstimos, que nunca foram pagos.
Olmert tem assumido cargos públicos importantes desde 1992, quando se tornou prefeito de Jerusalém. Depois foi ministro da Indústria e Comércio e chegou a chefe de governo em janeiro de 2006. Talansky, que arrecadava dinheiro para o Likud, o partido de Olmert, disse que o atual premiê gostava de charutos caros, canetas e relógios, de viajar em primeira classe, passar as férias na Itália, etc. E para tudo isto ele emprestou dinheiro. Mas disse que nunca levou nada em troca. E aí é de se perguntar: mas em troca de que? Bem, em troca de apresentação a milionários judeus americanos, com os quais poderia fazer negócios. Poderia, mas, segundo ele, não funcionou. E, seguramente, por isto que ele abriu a boca e complicou a vida de Olmert.