A data de hoje assinala os 60 anos da criação do Estado de Israel. Como disse o professor da USP, Peter Demant, um estado que surgiu tarde, pois se tivesse se constituído antes da Segunda Guerra poderia ter ajudado a evitar a morte de grande número de judeus, vítimas do holocausto nazista. Na realidade, esforços para a criação do Estado de Israel vinham sendo feitos desde o século XIX, quando Theodor Herzl fundou o movimento sionista. O movimento ganhou força no período entre guerras, com ações que iam desde a articulação política internacional até o movimento guerrilheiro desenvolvido na Palestina. Mas, talvez tenha sido justamente o horror praticado pelo nazismo contra os judeus, que deu impulso para a ONU estabelecer, em 1948, a partilhada Palestina, estabelecendo a criação do Estado de Israel e do Estado da Palestina.
Naquela ocasião, os palestinos não aceitaram a decisão, se revoltaram, entraram em guerra e até hoje estão sem sua pátria. Enquanto isto, Israel se estabeleceu como um país desenvolvido e única democracia do Oriente Médio. Só que, não tem tranqüilidade para viver, em função da questão palestina, a qual só será resolvida quando, finalmente, tivermos os dois Estados criados pela ONU em 1948 convivendo lado a lado. O entrave para isto é eliminar o radicalismo também de lado a lado.