A renúncia do primeiro-ministro Shinzo Abe tomou de surpresa os meios políticos do Japão. Afinal, há poucos dias ele havia comparecido ao Parlamento para falar sobre seu plano de governo e no último final de semana havia participado da reunião de cúpula Ásia-Pacífico.
Alguns fatores, no entando, pesaram para sua renúncia. Um, o seu estado de saúde. Muito debilitado nos últimos tempos. Outro, as constantes críticas de corrupção em seu governo, sem que ele tomasse qualquer atitude; outra, o sumiço em sua administração de registros sobre pedidos de pensão, afetando 50 mil pessoas. E, por último, o seu fracasso em aprovar no Parlamento a manutenção do apoio logístico que o Japão dá para os EUA no Iraque. Há ainda uma denúncia de envolvimento em uma fraude fiscal.
Como se vê, é um somatório de fatores a pesar sobre o dirigente, que tinha 60% de aprovação quando assumiu, que conseguiu melhorar a economia do país, mas que não teve o essencial para um dirigente: força política e liderança firme para vencer os obstáculos.