Os grupos palestinos rivais Fatah, que é laico, e Hamas, integralista islâmico, devem assinar dia 25, no Cairo, um acordo que põe fim às suas divergências, que levaram a um conflito armado em 2007, com a expulsão do Fatah de Gaza. É importante a reconciliação, mas é muito difícil que consigam levar adiante posições conjuntas no que toca ao relacionamento com Israel. Isto porque, suas posições são diametralmente opostas. O Fatah defende um acordo com Israel que contemple a existência de dois estados – Israel e Palestina – vivendo em harmonia e sob fronteiras definidas e seguras. Já o Hamas tem uma posição radical. Não quer saber de acordo e muito menos da existência do Estado de Israel. Fato que inviabiliza qualquer negociação com vistas a um processo de paz na região. Israel, por exemplo, não vai negociar com quem quer a sua destruição.
Assim é que o acordo entre os rivais palestinos não chega a entusiasmar aqueles que defendem o estabelecimento da paz entre os povos da região. Por outro lado, Israel está tomando atitudes no sentido de fazer a ocupação do lado árabe de Jerusalém, contrariando o que foi estabelecido no acordo de paz de 1993. Fato que é denunciado pela Autoridade Nacional Palestina e que, também, não ajuda na busca do entendimento.