Neste domingo, escrevi artigo no Correio do Povo abordando a Argentina de hoje e a de 100 atrás, quando seus cidadãos tinham poder aquisitivo superior ao de italianos, espanhóis ou suíços. E hoje, a moeda argentina vale a metade de R$ 1,00. Pois, casualmente, o jornal La Nación deste domingo está publicando um artigo cujo título é: “por que o Brasil cresce e a Argentina se apequena”. O jornal lembra que na década de 90, o número de investimentos estrangeiros no Brasil era uma vez e meia maior do que o da Argentina. Mas que hoje este número está quatro vezes maior. E cita o crescente número de empresas brasileiras que tem comprado empresas argentinas, como a Petrobrás, que comprou o conglomerado energético Pérez Companc e Petrolera Santa Fé. A Ambev, que adquiriu a Quilmes, o Banco do Brasil, que comprou o Banco da Patagônia e muitos outros exemplos mais. Ressaltou que, enquanto cresce o número de empresas brasileiras na Argentina, o inverso pouco acontece. Credita o jornal este impulso de capitais e empresas brasileiras para investir no exterior ao crescimento da inversão extrangeira direta no Brasil.
No entanto, na avaliação do La Nación, a base para este crescimento brasileiro está na continuidade da política econômica governamental, desde o governo de Itamar Franco. E também na autonomia dos poderes. Dois fatores inexistentes na Argentina, onde não há uma política econômica definida para ser implementada a longo prazo e nem tampouco há autonomia de poderes, pois o que predomina é o executivo. Como se observa, um claro diagnóstico de nossas diferenças.