Antes do término da apuração, Vladimir Putin já se declarou vencedor da eleição presidencial russa deste domingo. O que não surpreende. As pesquisas já lhe davam um favoritismo de 60%, percentual que ele acabou superando. Assim, consolida-se como o homem forte da Rússia. Já presidiu o país de 2008 a 2008. E, sem poder reeleger-se mais uma vez, elegeu seu preposto Dmitri Medvedev. Ficando, porém, com o posto de primeiro-ministro, de onde seguiu dando ordens.
Mais uma vez, há a acusação de fraude na eleição. No entanto, com uma diferença tão grande a favor de Putin é difícil que possa haver falcatrua. Além do mais, antecipando-se às acusações, Putin tomou a providência de colocar câmeras junto a todas as urnas de votação. Os opositores não perderam a oportunidade, dizendo que o problema não é na hora da votação, é depois, na apuração. O que parece não convencer.
O fato é que Putin, que foi oficial da KGB, a polícia secreta russa, sucedeu ao bêbado Boris Yeltsin, tendo mudado o perfil do governante. Aproveitou o embalo do preço alto do petróleo e do gás e promoveu o crescimento do país e o surgimento de uma classe média forte, que agora faz cobranças. Uma delas, foi o restabelecimento das eleições para governador, que haviam sido suprimidas.
O fato é que a gestão de Putin deve se caracterizar por um militarismo crescente, pois ele já declarou que quer recuperar o poderio bélico do país. E se caracterizar também pela modernização da economia com base nos modelos ocidentais.
O que fica claro é que os russos não querem mais o comunismo, pois o candidato comunista, Guenadi Ziuganov, o segundo mais votado, ficou apenas nos 17%.