De um ano para cá, as relações entre os EUA e a Rússia entraram num processo de crescente deterioração. O ponto culminante foi o caso da Geórgia. O governo daquele país, que namorava o seu ingresso na Otan, resolveu atacar as províncias separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, fato que provocou uma forte intervenção militar da Rússia e uma disputa de palavras com o governo americano.
Pois agora, o primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin diz que as relações entre o seu país e os EUA podem melhorar imediatamente, se os sinais positivos dados pelo presidente eleito Barack Obama se tornarem realidade. De fato. Obama tem demonstrado que buscará o diálogo com qualquer líder mundial. O problema que se apresenta, no entanto, está no projeto que o presidente Bush desenvolveu para instalar sistemas antimísseis na Polônia e República Tcheca. Este foi um dos principais fatores a acirrar as relações com a Rússia. E esta semana, a União Européia se manifestou a favor de continuar com este projeto. E assim, se Obama abraçar o projeto, estará batendo de frente com os russos. E a manifestação de otimismo de Putin terá sido frustrada.