Com o isolamento do Hamas na Faixa de Gaza e o estabelecimento de um governo palestino na Cisjordânia, se esperava que Israel não atacasse mais os radicais islâmicos. No entanto, o que tem se visto são constantes ataques israelenses na Faixa de Gaza. O mais recente, deixou onze mortos. Os ataques surpreendem mais pelo fato de não se ter notícia sobre ataques do Hamas a Israel. A justificativa israelense, no entanto, estaria no fato de o Hamas não estar impedindo outros grupos radicais de praticarem ataques contra Israel.
O Hamas, está encurralado desde que estabeleceu-se o seu rompimento com o Fatah. Buscou somar pontos junto à comunidade internacional ao agir junto ao chamado Exército do Islã e tendo obtido a libertação do jornalista britânico Alan Johnston, que permanecera no cativeiro por 114 dias. Mesmo assim não consegue convencer nem os seus parceiros do Fatah a voltar a fazer um governo de união. O problema todo segue sendo o fato de que o Hamas não aceita a existência do estado de Israel. Como tal, segue fora do contexto e sujeito às retaliações israelenses.
O que resta a lamentar é que essas retaliações não atingem somente os militantes do Hamas. Nessa última, por exemplo, morreu um civil palestino e vinte pessoas ficaram feridas, entre elas várias crianças. Esta é a trágica situação do Oriente Médio, onde o radicalismo segue superando o bom senso.