A Rússia está deixando muito claro qual é o seu objetivo nessa guerra com a Geórgia: retirar a Ossétia do Sul do domínio georgiano. Prova mais contundente disto é que sequer acatou o cessar-fogo unilateral estabelecido pela Geórgia e continuou atacando, para consolidar seu domínio sobre a área em disputa. Conforme já havia declarado o presidente russo Dmitri Medvedev, só a retirada completa das tropas georgianas da região separatista da Ossétia do Sul porá fim aos confrontos no Cáucaso. O que reforça mais ainda esta posição é que Medvedev fez este mesmo anúncio direto para o presidente americano George Bush.
Assim, o presidente da Geórgia Mikhail Saakashvili, que estava namorando com o Ocidente para que seu país passasse até a fazer parte da OTAN, ficará sozinho nessa parada. O máximo que está conseguindo é uma intervenção do governo francês como mediador. Aliás, um esforço grande do presidente Nicolas Sarkozy buscando um cessar-fogo estável na região.
De tudo isto, o que se conclui é que a Geórgia está perdendo a Ossétia do Sul e, por extensão, irá perder também a Abkházia, outra província do noroeste que tem movimento separatista e que deverá seguir o caminho da Ossétia do Sul. E para concluir, com essas ações a Rússia, que ficara enfraquecida depois do fim da União Soviética, mostra que volta a mandar na sua região.