Nos anos 70 um movimento chamado Solidariedade sacudiu a então comunista Polônia e ajudou a fazer o regime ruir no fim dos anos 80. Hoje, um movimento com o mesmo nome está sacudindo o autoritário governo da Rússia. A grande contestação é com o resultado das eleições parlamentares domingo, dia 4, muito embora o pleito tenha resultado numa perda da maioria absoluta que o governo possuía na Casa. O partido do Kremlin perdeu 77 cadeiras em relação às últimas eleições legislativas, por isso não terá a maioria constitucional. O partido governista Rússia Unida, do primeiro-ministro Vladimir Putin e do presidente Dmitri Medvedev, conserva a maioria absoluta na Duma (Câmara dos Deputados) com 238 deputados, 12 a mais que os necessários para a maioria parlamentar (226), segundo os resultados oficiais definitivos das eleições anunciados na sexta-feira pela CEC. Mesmo assim, há muitas acusações de fraude e pedidos de anulação da eleição. Fatores que levaram a manifestações que aconteceram neste fim de semana de Leste a Oeste da Rússia. No entanto, o vice-presidente da comissão eleitoral, Stanislav Vavilov, disse à agência de notícias “Interfax” que as acusações lançadas pelos manifestantes de Moscou não têm fundamento. Que já foi assinada a ata, sendo as eleições reconhecidas como válidas. Resta ver se o Solidariedade terá força suficiente para mudar essa quadro.