O terror do retrógrado regime do Talibã, que governou o Afeganistão está de volta. E agora a conta gotas. Na ponta do fuzil do terroristas estão 23 religiosos sul-coreanos, que realizavam serviços humanitários no interior do Afeganistão, e que foram seqüestrados há 12 dias pelos milicianos talibãs, que se reestruturaram nas montanhas do sul do país.
Dois dos missionários já foram executados. Os demais, podem gradativamente, seguir o mesmo caminho. É só o governo de Cabul se manter na sua determinação de não libertar os milicianos do Talibã que mantém presos. Um dia antes do seqüestro dos sul-coreanos, um alemão havia sido seqüestrado.
A Coréia do Sul enviou um emissário para dialogar com o presidente afegão Hamid Karzai, buscando convencê-lo a atender a reivindicação dos talibãs, visando poupar as vidas dos demais reféns. Nada foi conseguido. A não ser a afirmação de que o governo poderia fazer uma operação militar de resgate. Ora, uma operação dessa natureza no mundo islâmico já se sabe que vira em carnificina. Basta lembrar o recente acontecimento da Mesquita Vermelha, em Islamabad, no Paquistão, que fora tomada por radicais e cuja operação de resgate pelas forças de segurança resultou em cerca de 150 mortos.
Assim, só há uma alternativa para que o governo de Cabul liberte os presos em troca dos reféns: a pressão do governo dos EUA. Afinal, foi ele que mandou suas tropas ao Afeganistão para expulsar o Talibã e colocar Karzai no poder.