Os serviços de inteligência da Alemanha deram uma prova de eficiência ao desbaratar a quadrilha que preparava um atentado no aeroporto de Frankfurt. Segundo as informações, os detidos haviam adquirido material para fazer uma bomba com poder de explosão de 550 quilos de TNT, o que seria suficiente para fazer um estrago maior do que os atentados de 2004 em Madri. Por aí pode-se medir a extensão do que seria o estrago e a correspondente importância da ação dos serviços de segurança abortando a operação.
Todavia, o fato deixa explícita a necessidade de uma ação mais contundente de combate ao terror na sua origem. E esta origem está lá nos campos do Paquistão, onde os dois alemães convertidos ao islã e o turco ontem detidos haviam recebido treinamento. O especialista britânico em terrorismo Jason Burke, autor do livro “Al Qaeda: a Verdadeira História do Radicalismo Islâmico” (Zahar 2007), diz que nos últimos dois anos os serviços britânicos de informações constaram a existência de uma Al Qaeda reconstruída, muito forte, baseada na fronteira do Paquistão com Afeganistão.
A informação traz mais uma vez à tona a constatação já feita, mas sempre importante de ser relembrada: se George Bush, ao invés de se voltar para o Iraque, tivesse levado até o fim o trabalho no Afeganistão, o mundo não estaria hoje vendo ressurgir a Al Qaeda e o seu nefasto terror.