Há poucos dias, tivemos a divulgação de um novo vídeo de Bin Laden, destacando a felicidade daquele que é escolhido por Alá para ser um mártir. Não se sabe se o vídeo é atual ou não, o certo é que serve para insuflar a “guerra santa” convocada pelo clérigo fundamentalista islâmico Maulama Abdul Aziz, do Paquistão. Aliás, os atentados suicidas no país vêm se sucedendo desde domingo, já tendo provocado a morte de mais de 75 pessoas. O fato aumenta o perigo para o governo de Pervez Musharraf e, por extensão, o perigo também de mais um retrocesso para os EUA na região.
O problema para os EUA, no entanto, não está só na região. Um relatório, que ainda não foi divulgado oficialmente, mas cujas informações vazaram para a imprensa, revela que a Al Qaeda se reestruturou e já pode atacar até em território americano.
Diante desses fatos, tenho que fazer aquela colocação que se torna repetitiva, mas que cada vez se comprova mais. Ou seja, se George Bush, ao invés de atacar o Iraque, tivesse concluído o serviço iniciado antes no Afeganistão de caça a Bin Laden, à Al Qaeda e ao Talibã, não estaria agora vendo ressurgir a ameaça da Al Qaeda.