A província russa da Tchechênia voltou a ser palco de ato terrorista. Três rebeldes separatistas islâmicos invadiram a sede do Parlamento regional, onde se detonaram como homens-bomba, segundo os informes procedentes de Grozny. No incidente, morreram os três e mais outras três pessoas, sendo dois policiais e um assessor político. De acordo com os informes, o estrago não foi maior porque o ato foi praticado cedo pela manhã, quando recém estavam chegando as primeiras pessoas ao prédio do Parlamento.
O grito de guerra dos atacantes foi o mesmo de todos os fundamentalistas islâmicos. Allah Akbar, Deus é grande. A Rússia tenta há anos conter a insurgência de grupos separatistas islâmicos na região do Cáucaso Norte, onde estão localizadas as repúblicas da Tchechênia e do Daguestão, entre outras de maioria muçulmana. A tensão étnica entre os grupos muçulmanos e as forças russas, cujas Províncias dividem uma longa fronteira, persiste após 20 anos de disputa territorial.
Os militantes islâmicos chamam os russos de “invasores” e defendem um Estado regulado pela sharia, a lei islâmica, e já indicaram que atacarão “alvos econômicos” dentro e fora do Cáucaso. Eles também reivindicam autoria dos ataques que mataram 40 pessoas no metrô de Moscou em março deste ano.
A Ossétia do Norte, vizinha da Tchechênia e uma das sete repúblicas russas no Cáucaso Norte, foi palco de vários ataques terroristas nos últimos anos. O mais sangrento foi realizado há seis anos por um comando em uma escola de Beslan, onde morreram 334 pessoas, sendo 186 crianças.
Lidar com esse separatismo insuflado pelo fundamentalismo islâmico tem sido o maior desafio para Moscou.