O Brasil e o presidente Lula ganharam destaque na edição eletrônica da revista norte-americana Time desta quarta-feira. Diz a revista que, com a crise de Honduras, o Brasil se tornou o “primeiro contrapeso real” à influência dos EUA no hemisfério Ocidental. Ao falar em hemisfério Ocidental há um exagero por parte da publicação, mas que na América Latina o Brasil passa a ter esse papel isto é verdade. Até há pouco, o país ficara só na negociações. Atuara como mediador do conflito entre Peru e Equador em torno de limites territoriais na Cordilheira do Condor, assim como no conflito entre Colômbia e Venezuela, em decorrência da atuação das Farc. E o Brasil passara a ter um papel mais efetivo na crise do Haiti, para onde inclusive mandou tropas para agirem em nome da ONU.
Mas a atuação de Honduras é diferenciada. E daí a manifestação da Time. Para a publicação americana, “nos últimos anos, a potência sul-americana tem sido reconhecida como o primeiro contrapeso real aos EUA no hemisfério ocidental – e isto significa, pelo menos para outros países nas Américas, assumir um papel maior e mais pró-ativo em ajudar a resolver distúrbios políticos do Novo Mundo, como Honduras”. Diz ainda que “Lula e Obama são colegas e almas gêmeas de centro-esquerda “. E citando a participação brasileira em crises regionais, como os conflitos diplomáticos envolvendo Colômbia e Venezuela, e a liderança das tropas do país no Haiti, a revista nota que a diplomacia brasileira é “dificilmente ociosa” na América Latina. “E Lula, um dos mais populares chefes de Estado do mundo, se tornou talvez o mais efetivo intermediário entre Washington e a ressurgente esquerda anti-americana latino-americana”.
Como se vê, é o reconhecimento por uma revista da maior potência do mundo sobre o papel cada vez mais atuante do Brasil no contexto americano. O que deve ser uma tendência cada vez maior para um país que pretende ter um acento permanente no Conselho de Segurança da ONU.