Desde o término da União Soviética, em 1991, a Ucrânia vem se debatendo entre passar para a área de influência da União Européia ou seguir ligada à Rússia. Esta dúvida vem pesando drasticamente nas últimas eleições realizadas no país. Teoricamente, passar para a influência do Ocidente significaria mais democracia, enquanto que a adesão a Moscou equivaleria a um regime com um certo autoritarismo. Há cinco anos, o país viveu o que foi chamado de “A Revolução Laranja”, quando o povo foi às ruas pedir mais democracia, tendo em vista que Kiev tem a tradição de seguir a linha de Moscou. Na extensão da revolução, houve a vitória de Viktor Yushchenko, que pretendia levar a Ucrânia para os braços do Ocidente, aderindo inclusive à Otan. Seu governo foi um fracasso, com acusações de fraude e boicote pela Rússia ao fornecimento de energia. Junto com ele afundou a primeira-ministra Yulia Tymoshenko, que destacou-se mais pelo penteado, sempre com uma trança atravessando a cebeça de lado a lado. Ela concorreu neste domingo à presidência, com o ex-presidente Viktor Yanukovich, que fora derrotado por Yushchenko em 2004. O resultado das urnas apontou a vitória de Yanukovich, o ex-presidente pró-Rússia. Isto significa que o país deve deixar de lado projetos irreais, como a adesão à Otan, mas não precisa deixar de se aproximar da União Européia, mesmo que passe a ter maior proximidade com a Rússia. Afinal, não se pode esquecer que, sob Barack Obama, deu-se uma reaproximação do Ocidente com a Rússia.