O presidente Barack Obama está completando nesta quarta-feira um ano à frente do governo dos EUA. Obama foi eleito como a grande esperança de mudança, em um país dominado por um governo beligerante de George Bush e mergulhado no caos financeiro, decorrente da crise do setor imobiliário. Obama veio com a proposta do diálogo em lugar da guerra. Especialmente para países como Irã e Coréia do Norte. Com esses, até agora não conseguiu sair da situação de impasse. Nem guerra, mas tampouco nem solução para a questão chave, que é a nuclear. Quanto às guerras propriamente, herdou duas de Bush: do Iraque e do Afeganistão. Seu interesse era sair logo do Iraque e mandar reforço para o Afeganistão, para resolver de maneira breve a situação daquele país. No entanto, está muito difícil sair do Iraque, porque a situação lá não está resolvida. E, por mais reforço que mande para o Afeganistão, nota-se que é impossível uma solução a curto prazo. Além do mais, esta é uma guerra muito cara, o que vem prejudicar os esforços de Obama para tentar resolver um dos outros problemas do país, que é a crise financeira. Esta foi minimizada com as medidas tomadas pelo presidente que, contrariando a tradição capitalista americana, provocou uma intervenção estatal nos bancos. Resta ainda a questão do plano de saúde, outra proposta de campanha, mas que conseguiu algum avanço.
Em suma, neste primeiro ano de governo Obama deu outra cara à administração americana, porém, em termos efetivos, avançou muito pouco.