Amparada pela manifestação de apoio realizada ontem à noite defronte a Casa Rosada, a presidente Cristina Kirchner espera derrotar o movimento rural no Congresso, onde tem maioria. Cristina deixou a crise se estender por mais de 100 dias, para só então encaminhar o assunto ao Parlamento. Não o fez antes porque esse mesmo Congresso, onde tem maioria, lhe concedeu poderes para decidir sobre o assunto. Como houve o impasse e como tem maioria, tanto no Senado como na Câmara, Cristina resolveu enviar o assunto à análise daquelas Casas, na certeza de que verá suas pretensões aprovadas.
No entanto, entre os analistas políticos argentinos não há consenso sobre essa aprovação. Pelo contrário. Há a convicção de que muitos parlamentares governistas não irão querer bater de frente com o setor que é o principal responsável pelo crescimento do país. Tampouco irão contra o enorme contingente da classe média que tem saído às ruas das grandes cidades, se
anifestando contra o governo através de panelaços.
Assim é que o tema vai para o local onde deve ser discutido, o Congresso. Restará ver quem terá maior poder de persuasão, se o governo ou o setor rural.