A passagem do nosso 7 de setembro foi saudada pela secretária de Estado Hilary Clinton, em nome do povo americano. Destacou ela que o Brasil é um “claro exemplo do poder da democracia para ampliar oportunidades”. Na nota, ela afirma que Brasil e EUA “compartilham uma rica história de valores democráticos e cooperação mútua”. “Essa cooperação se estende além dos nossos governos, nosso povo e nossas sociedades estão unidos em grande e pequena escala. No momento em que comemoram esse dia especial, saibam que os Estados Unidos estão comprometidos em fortalecer essa relação já próxima”, afirma trecho do documento.
Isto comprova que o Brasil vem ocupando uma posição de destaque cada vez maior no cenário internacional. Especialmente, pelo crescimento da sua economia. E nessa posição de destaque, caberá à presidente Dilma Roussef, nos próximos dias, abrir a Assembléia Geral da ONU. Aliás, uma prerrogativa que é concedida ao nosso país desde a instalação das Nações Unidas, em 1948. Coube naquela ocasião ao nosso então chanceler Osvaldo Aranha presidir a primeira sessão do organismo e, em decorrência disto, ficamos com a prerrogativa de, anualmente, repetir o feito.
Quando a ONU foi criada, recém recuperávamos a democracia, depois de 15 anos de ditadura Vargas. Depois disto, tivemos novo período de ditadura, desta vez militar, até que, em 1985, recuperamos nossa democracia, que hoje é exemplo para o mundo. Porém, exemplo em termos. Temos que considerar que vivemos num regime onde impera a corrupção e, se este mal endêmico não for corrigido, iremos minar nossa democracia. E não sei de mais adiante vamos alguém do governo americano elogiando o nosso sistema, que terá caído de podre. Urge, portanto, salvá-lo dos corruptos. O que passa a ser a missão mais patriótica dos brasileiros.