A rapidez com que os líderes da Unasul resolveram se reunir para discutir a crise boliviana é algo a ser saudado. Houve a iniciativa da presidente do Chile Michelle Bachelet e a rápida adesão da maioria dos dirigentes que compõe a União das Nações Sul-Americanas.
Essa ação ressalta a preocupação com dois fatores aqui na região. Um deles é a solidariedade com um povo vizinho, buscando agir no sentido de evitar que o número de mortos siga crescendo e que os distúrbios provoquem mais prejuízos para o país. E o outro aspecto é o da preservação da democracia na região. A América Latina tem um histórico de golpes de estado. Durante as décadas de 60 e 70 viveu sob terríveis ditaduras militares. A duras penas se reconquistou a democracia, que hoje, bem ou mal, está presente em toda a região.
Então, é preciso preservá-la e reforçá-la, não deixando que episódios como o da Bolívia levem ao rompimento da ordem institucional. Até porque, o rompimento em um país pode desencadear a reação em cadeia. Assim, mais do que nunca é preciso ação forte para não deixar que o pavio pegue fogo.