Os líderes reunidos ontem em Brasília não conseguiram sedimentar o Conselho de Defesa para a região, ponto principal do encontro, mas deixaram formalizada a Unasul, União de Nações Sul-Americanas. Organismo que vem substituir a Casa, Comunidade Sul-Americana de Nações, organismo que fora projetado para unir o Mercosul e a CAN, Comunidade Andina de Nações, projeto apresentado em 2004 no Peru.
Teoricamente, o projeto é ambicioso. Aliás, um sonho da diplomacia brasileira, unir toda a América do Sul num só projeto de integração. Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região. Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.
Na prática vai uma diferença tremenda. Basta ver o Mercosul. Nosso Mercado Comum do Sul vive a trancos e barrancos. Avanços e recuos. Se com Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai a sua funcionalidade já era difícil, com a Venezuela querendo entrar se tornou ainda mais complicado. Agora, imagine-se uma composição com os 12 países sul-americanos, tendo como parceiros a Venezuela de Hugo Chávez e a Colômbia de Álvaro Uribe? Não funciona de jeito nenhum.
A dedução, portanto, é simples: criou-se mais um organismo simbólico na América do Sul.