A eleição para a presidência dos EUA entra esta semana na sua reta final. Na terça-feira, dia 4, os americanos estarão escolhendo entre o democrata Barack Obama e o republicano John McCain para suceder George Bush. Ser melhor que o atual ocupante da Casa Branca será tarefa fácil para o sucessor. Afinal, Bush conseguiu ser o pior presidente da história dos EUA. Com mais de 80% de rejeição, conseguiu superar negativamente até Richard Nixon, que foi obrigado a renunciar ao cargo. Mas não será fácil colocar a casa em ordem. A crise financeira e econômica, que se espalhou pelo mundo, e o atoleiro no Iraque são as duas grandes heranças que Bush deixa para o seu sucessor.
Sucessor que, todas as pesquisas vêm indicando, deverá ser Barack Obama. Muito embora nos últimos dias a vantagem do democrata tenha caído. Pesquisa Reuters-Cspan-Zogby tem apresentado uma variação muito grande em poucos dias. Na sexta-feira, apontou 10% de diferença a favor de Obama. Neste domingo, indicou que a vantagem havia caído para 5%.
O fato é que, a estas alturas, só um grande acidente de percurso tira a vitória de Obama.
HERANÇA
O novo ocupante da Casa Branca vai receber uma herança bem diferente da que George Bush recebeu ao assumir o poder em 2.000. Bill Clinton entregou-lhe a cadeira de presidente da maior nação do mundo com um superavit fiscal de mais de 700 bilhões de dólares e uma situação externa de relativa paz, onde se avançava até num acordo entre israelenses e palestinos.
Agora, Bush passa o bastão para o seu sucessor com um déficit de mais de 1 trilhão de dólares, uma crise financeira que lembra a grande depressão de 1.929, um retrocesso enorme na questão israelo-palestina, uma situação indefinida no Iraque, onde o país gasta 10 bilhões de dólares ao mês para manutenção das tropas e uma situação de confronto com regimes extremistas, como do Irã e da Coréia do Norte.
As duas principais questões – a crise financeira e o Iraque – passam por ações que envolvem outros parceiros internacionais, especialmente a Europa. A primeira já está sendo articulada e, espera-se, venha a ter sucesso. Quanto ao Iraque, haverá uma retirada gradual e a data para a saída total já está estabelecida: dezembro de 2.011. Falta apenas acertar os detalhes.
Ou seja, apesar de Bush, as questões críticas começam a ser atacadas antes dele passar o comando da nação.