O presidente Barack Obama está tendo um Natal relativamente feliz. E esta felicidade vem por conta da aprovação pelo Senado do seu plano de saúde para os americanos. Plano que visa atender cerca de 3l milhões de cidadãos americanos, buscando reverter este contraditório fato de a maior potência econômica do mundo não ter um sistema amplo de saúde. Aliás, os EUA se constituem no único país desenvolvido a não ter tal sistema. Numa inédita sessão às vésperas do Natal, os senadores aprovaram o plano de Obama por 60 votos – 58 dos democratas e dois de independentes – contra 39 dos republicanos. O custo está avaliado em 871 bilhões de dólares.
Mas enquanto em Washington Obama conseguia uma vitória, na outra frente de ação, que é a da guerra, a situação não vai bem. No Iraque, o Natal foi marcado por, pelo menos, mais dois atentados a bomba, que mataram sete pessoas e deixaram mais de 70 feridos. Ou seja, por mais pressa que Obama tenha em sair do Iraque, mais difícil fica a situação naquele país, impedindo uma saída em curto prazo. Por isto a alegria de Obama no Natal foi relativa.
EMBAIXADOR
O presidente Barack Obama conquistou algumas vitórias significativas nesta virada de Natal. Conseguiu, por exemplo, que, finalmente, fosse aprovado o nome do embaixador dos EUA no Brasil, Thomas Shannon. Obama havia feito a indicação a 27 de maio mas até agora não havia conseguido a aprovação. As restrições a Shannon foram feitas por três senadores e envolviam questões que iam desde o endurecimento dos EUA com o novo governo de Honduras, passando pela flexibilização com o regime de Cuba e chegando até ao fato de Shannon defender o fim da taxação ao etanol brasileiro. Com a oficialização de Shannon, que deve acontecer nos próximos dias, o Brasil deve encaminhar para Washington o seu novo embaixador Mauro Vieira. Com isto se resolve uma situação que marchava para um incidente diplomático.
Obama também conseguiu a aprovação no Senado do seu plano de saúde, que era uma de suas plataformas de campanha. Com isto, consegue mostrar que está cumprindo o que prometeu. Mas Obama também prometeu sair do Iraque e vencer a guerra do Afeganistão. Esta promessa está sendo muito mais difícil de cumprir. Tanto sair do Iraque como derrotar a insurgência no Afeganistão se constituem em ações que estão fugindo do controle dos EUA. Todavia, com a mesma determinação que enfrentou a questão do plano de saúde, Obama tem encarado a guerra. O que é algo determinante para chegar à vitória.