Lembram de Manuel Zelaya, aquele que foi corrido do poder em Honduras e que depois refugiou-se na embaixada do Brasil? Pois neste domingo, dois anos depois de ser deposto, ele voltou ao país. Seu retorno se deu graças à uma ação intermediada pelos presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, e da Colômbia, Juan Manoel Santos. Aliás, uma ação que se constitui num passo importante, tendo em vista que os dois países sul-americanos viviam em confrontação ao tempo de Álvaro Uribe no governo colombiano.
A crise que se estabelecera em Honduras com a saída de Zelaya foi resolvida com a realização de eleições gerais, que deram a vitória a Porfírio Lobo. Solução que teve o apoio dos EUA, mas, a contestação de muitos países latinos, entre os quais o Brasil. E foi Lobo que resolveu anistiar Zelaya, o qual, ao retornar, já responsabilizou os EUA pelo que acontecera em Honduras. Intitulando-se um “liberal pró-socialista em resistência”, prometeu levar a resistência ao poder em seu país.
Resta ver que tipo de resistência ele desenvolver. Se dentro dos preceitos democráticos que foram restituídos a Honduras, ou violando a Constituição, como ele quis fazer quando esteve no poder.