O Iraque foi sacudido nestes sábado e domingo por atentados que deixaram pelo menos 66 mortos e cerca de 300 feridos. Atentados esses que tiveram como alvo representações diplomáticas e a Zona Verde, que é a área central de Bagdá, onde se encontram os prédios governamentais. Foram atingidas as embaixadas do Irã, do Egito, da Alemanha e da Espanha. A polícia ainda impediu mais um atentado, ao abrir fogo contra um motorista que conduzia um caminhão carregado explosivos.
Esta série de atentados mostra a fragilidade em que se encontra o Iraque. Especialmente, neste momento pós eleição, em que houve a vitória de um candidato por uma margem muito apertada, o que está dificultando a formação de uma coalizão governamental. Parece estar se repetindo o que houve após a eleição de 2005, quando meses de negociação para a formação de um governo afetaram o funcionamento da forças de segurança, permitindo a explosão da violência. Como o país está vivendo uma espécie de vácuo de poder, os terroristas se aproveitam para desestabilizar o país.
Esta situação, evidentemente, é muito ruim para os EUA, que pretendem deixar o território iraquiano no próximo ano. Assim, se com a presença militar americana no país já acontece esta sequência de atentados, imagine-se quando os americanos saírem o que será.