A Bolívia foi às urnas neste domingo para eleger nove governadores, 144 deputados provinciais, 337 prefeitos, 1887 vereadores e outros representantes. A apuração ainda não está concluída mas está indicando um empate no país. O presidente Evo Morales venceu nos estados que lhe tem sido fiéis, La Paz, Oruro, Potosí, Cochabamba e Chuquisaca. E perdeu naqueles mais desenvolvidos, os chamados da “Meia Lua”, Santa Cruz, que concentra um terço do PIB do país, Tarija, onde ficam as principais reservas de gás, e em Beni. Há ainda um indefinição em Pando, que é outro estado da Meia Lua. Se vencer ali, Morales terá avançado, conquistando vitória em seis dos nove estados. Se perder, a situação ficará como é hoje. No entanto, há um outro dado significativo. Morales perdeu em sete das 10 principais cidades do país. Inclusive em La Paz, que é seu território. Ganhou no estado mas perdeu na capital, onde o líder oposicionista Juan del Granado conseguiu eleger para a prefeitura o seu candidato, Luiz Revilla.
O resultado da eleição boliviana mantém um equilíbrio entre governo e oposição, mas revelam o surgimento de uma nova liderança oposicionista: Juan del Granado que, para se opor ao MAS, o Movimento ao Socialismo de Evo Morales, criou o MSM, Movimento Sem Medo, partido que conquistou expressivas vitórias.