Cumprindo uma praxe do sistema eleitoral britânico, o primeiro-ministro Gordon Brown foi até o palácio de Buckingham comunicar à Rainha que o seu governo seria dissolvido e seriam convocadas novas eleições, para o dia 6 de maio. O motivo da dissolução prende-se à profunda recessão a que o país foi levado, desde a eclosão da crise mundial, em 2007. O PIB do país chegou a cair 4,5% e o desemprego bateu nos 7%, enquanto que a libra, uma das moedas mais valorizadas do mundo, perdeu muito frente às suas concorrentes. Some-se a isto alguns escândalos envolvendo gastos exagerados de parlamentares. Justo quanto o cidadão comum é levado a apertar o cinto por causa da crise.
Uma nova eleição diante deste quadro significa que pode terminar a hegemonia dos trabalhistas, que há 13 anos governam o país. Aliás, é o que estão indicando as pesquisas, que apontam os trabalhistas 10 pontos atrás dos conservadores, cujo novo líder é David Cameron. Um político que quer acabar com a imagem antiquada dos conservadores. Seu objetivo é criar uma imagem mais moderna e responsável, buscando ao mesmo tempo atrair as mulheres e as minorias étnicas. Algo muito difícil para um partido dominado por homens ricos e brancos, como o próprio Cameron.
Mas, enfim, a sorte está lançada.