Os Ingleses foram às urnas nesta quinta-feira para escolher o seu novo chefe de governo, o que pode determinar o fim de 13 anos de domínio do Partido Trabalhista. Desgastado pela crise internacional, o primeiro-ministro Gordon Brown, de 59 anos, se viu obrigado a colocar o seu cargo em jogo e os indicativos são de que irá perdê-lo. Todas as pesquisas apontam para a vitória do candidato do Partido Conservador David Cameron, de 43 anos. O qual vem com uma proposta renovadora, um tanto diferente daquela que marcou a presença dos conservadores no poder com Margaret Thatcher, e que se fundamentava na diminuição do papel do Estado e no controle da imigração. Este afastamento do Estado, ficou comprovado na recente crise, que não é bem assim. A crise provocada pelos excessos do sistema financeiro forçou o poder público a despejar uma formidável pilha de libras esterlinas para evitar a quebra dos bancos e o colapso da economia. Conforme ressalta a revista “The Economist”, o ressurgimento de um Estado encorpado não se deveu a uma decisão ideológica, mas ao fracasso da autoregulamentação dos mercados financeiros. E a expectativa é de que mais da metade do déficit público, que atinge 11,6% do PIB, deverá desaparecer, assim que os incentivos fiscais concedidos durante a crise sejam retirados. Com isto, o déficit ficará em 5% do PIB ou 70 bilhões de libras, o que, evidentemente, ainda é muito elevado e se constitui na herança que receberá o novo governante.
Há ainda um outro componente na eleição britânica que é o candidato do Partido Liberal Democrata, Nick Clegg, de 43 anos, que registrou uma ascensão meteórica. Deve conquistar votos suficientes para fazer com que seu partido tenha peso em caso de necessidade de o ganhador ter que formar uma aliança.