A Europa está mergulhada em problemas e indefinições. Começa pela crise da Grécia, passa pelas eleições britânicas e chega ao vulcão da Islândia. Tudo é fator complicador. A crise da Grécia está requerendo uma mobilização financeira sem precedentes, porque não se trata de salvar um país isoladamente, mas sim todo o processo de unificação. Se a Grécia afundar, afundam junto outros países da comunidade, como Portugal, Espanha, Irlanda e, que sabe, até Itália. Não é sem razão que os ministros de Finanças da União Européia se reuniram neste domingo, quando deixaram encaminhada a criação de um fundo de cerca de 500 bilhões de euros para atender os endividados. O problema maior, no entanto, será fazer com que os países obedeçam o preceito do bloco que estabelece um máximo de 3% do PIB do país como déficit orçamentário. Pois somente Finlândia e Luxemburgo estão dentro deste limite. Até a poderosa Alemanha está um pouco acima, com 3,3%. Depois, da Holanda em diante, todos estão acima dos 5%, sendo que a Espanha está com 11,2, a Grécia com 13,6 e a Irlanda com 14,3%. Ou seja, assim como a Grécia, todos terão que apertar o cinto, o que significa cortar despesas, serviços governamentais e salários. Criando-se, por conseguinte, o mesmo quadro grego para os protestos populares.