O vulcão da Islândia segue sendo a causa de suspensão de vôos transatlânticos. Fato que representa enormes prejuízos, porque não são apenas os turistas que deixam de viajar. Muitos empresários também o fazem, o que significa, no mínimo, um retardamento em muitos negócios que poderiam ser implementados. Mas significa também prejuízos enormes para quem precisa transportar mercadorias por via aérea. O Quênia, por exemplo, produz verduras, legumes e flores, que são enviados diariamente para a Europa. Não sendo embarcado, o produto perece. Imagine-se o prejuízo. Este é um dos múltiplos casos que se espalham mundo afora. Alie-se a isto, os prejuízos das empresas aéreas com os vôos cancelados. A Comissão Européia, órgão executivo da União Européia, estimou os prejuízos entre 1,5 e 2,5 bilhões de euros. Tudo isto causado por um vulcão de nome quase impublicável, Eyjafjallajökull (eia fiala iecul), que estava adormecido há mais de 200 anos e que, de repente, a 14 de abril, entrou em erupção espalhando uma nuvem de cinzas que se espalhou por toda a Europa. Na primeira semana, as companhias aéreas tiveram que cancelar 100 mil vôos. Isto, numa Europa às voltas com uma enorme crise financeira.