O primeiro-ministro britânico Gordon Brown prometera renunciar dentro de quatro meses para permitir a formação de uma aliança entre o seu Partido Trabalhista e o Partido Liberal Democrata de Nick Clegg. Acabou renunciando nesta terça-feira, mas mesmo assim o acordo não aconteceu e quem foi ao Palácio de Buckingham, para receber o aval da rainha Elizabeth II foi o líder conservador David Cameron. O líder do Partido Conservador deixou o palácio como novo primeiro-ministro britânico. Dali ele foi para a residência governamental, na Downing Street, 10, onde fez um discurso sóbrio, inclusive enaltecendo o governo que estava terminando. Mas disse que os melhores dias do Reino Unido ainda estão por vir e afirmou que quer reconstruir a confiança na política. Ele prometeu ser “honesto sobre o que o governo pode alcançar” e prometeu construir uma “sociedade mais responsável”, de acordo com as informações fornecidas pela BBC. Seu passo imediato será o estabelecimento de acordo com os liberais democratas para viabilizar o seu governo.
Com isto acabam 13 anos de governo trabalhista e a liderança de Brown, que anunciou o seu afastamento também da liderança do partido. Algo que deve ter sido muito difícil para um homem que, nas duas últimas décadas, se projetou como autor da reforma que levou ao Novo Trabalhismo, foi um austero e eficiente ministro das Finanças e exerceu por três anos o posto de primeiro-ministro. Cargo de onde sai de forma melancólica.