Israel é um Estado que desde a sua criação sempre teve muita contestação. Como tempo o país foi se estruturando a ganhando o seu lugar na comunidade internacional, embora esta comunidade esteja ainda querendo uma solução para a questão dos palestinos. Desisgnar um Estado para esses palestinos é a solução apontada também por essa comunidade internacional. Chegar a um acordo para isto é que tem sido o problema. A maior parte dos palestinos que vivem na cisjordânia, uma das áreas designadas para ser o seu Estado, aceita a proposta de uma convivência pacífica com os israelenses. Outra parte, a do Hamas, que vive na Faixa de Gaza, não aceita esta convivência. Estes integrantes do Hamas, sempre que podem, procuram complicar a vida dos israelenses, como por exemplo, lançando foguetes rudimentares contra cidades israelenses mais próximas.
O problema que as respostas de Israel às ações do Hamas tem sido desproporcionais. A mais significativa delas foi o ataque perpetrado à Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2009, que deixou mais de 1400 palestinos mortos. E não foram só milicianos do Hamas, foram mais de 300 crianças que morreram, segundo a ONU, além de muitas mulheres. Desde então, esse 1,5 milhão de palestinos que vivem em Gaza precisam da ajuda internacional para sobreviver. E era para ajudar essa comunidade a sobreviver que se destinava o carregamento dos seis barcos que compunham a “Frota Humanitária” que foi interceptada e atacada pelas forças israelenses. A frota fora organizada por ONGs de diversos países, sob a liderança da organização turca Insani Yardim Vakfi. A carga que era levada era composta de aproximadamente 10 toneladas de medicamentos, alimentos, roupas, casas pré-fabricadas, material escolar, brinquedos e cimento e ferro para construção. Não foi sem motivos, portanto, que até o aliado incodicional, EUA, pediu explicações. E o governo da Turquia, tradicional interlocutor de Israel no mundo muçulmano, classificou o ato de “terrorismo de Estado”.