O governo israelense nem pode respirar. Um pouco aliviada a pressão internacional em função do ataque à frota de ajuda humanitária que se dirigia para Gaza, começa a pressão por parte da Agência Internacional de Energia Atômica, por causa de seu programa nuclear. Todo o mundo sabe que Israel tem a bomba atômica, mas o país mantém uma posição ambígua, não confirma nem desmente. Na prática, a confirmação vem pelo fato de o país se negar a assinar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear. Mesmo procedimento adotado por Índia, Paquistão e Coréia do Norte, países também detentores da bomba.
A existência da bomba israelense, que a comunidade internacional dá por certa, foi confirmada por um ex-técnico da central de Dimona, que teve que enfrentar uma pena de 18 anos de prisão. Estima-se que Israel tenha entre 200 e 300 ogivas.
Nesta quinta-feira, depois de 20 anos, a AIEA retomou, em Viena, o debate sobre o programa nuclear israelense. Ação que foi liderada por 18 países árabes, indignados com a ação israelense contra a frota que ia para Gaza. Como um tema puxa o outro, para aliviara pressão que vem sofrendo, Israel anunciou a liberação da entrada de alguns alimentos e bebidas a Gaza. Ou seja, é preferível para Israel discutir o conturbado conflito com os palestinos do Hamas, do que ter que dar explicações sobre seu arsenal nuclear.