Quanto mais a gente circula por Shangai mais a cidade nos impressiona. A cosmopolita Shangai chama a atenção por seus traços e costumes ocidentalizados. Nas avenidas arborizadas e floridas do centro da cidade se encontram lojas da Dior, Armani, Vitton e tantas outras sofisticadas marcas. Lojas suntuosas, que se equivalem e até batem as similares de capitais européias como Roma, Paris, etc. Pelas ruas, avenidas, postes e muros, vê-se flores. Muitas flores, dando um toque bonito e humano para acidade. Por todos os espaços. Até margeando as rodovias elevadas que cortam a cidade. O moderno e revigorado centro não lembra em nada aqueles espaços decadentes de muitas grandes cidades. A parte histórica está muito bem conservada, com destaque para os “Jardins de Yuyuan”, um complexo de palacetes e espaços de lazer, que era ocupado pelas dinastias que ao longo do tempo se alternaram no poder. Os trajes das pessoas são ocidentalizadas e de cores alegres, diferindo do escuro traje padrão de brim dos tempos de Mao Tsé-tung. Aliás, este é outro aspecto: acabou o culto à liderança comunista do país. Embora o PC continue dando as cartas, não tem mais aquela adoração pelo líder.
Saindo-se dessa parte histórica, onde se toma um banho de cultura milenar, se anda uns poucos metros e se tem a vista dos modernos arranha-céus situados do outro lado do rio Huangpu. São prédios de mais de 100 metros de altura, cada um com uma arquitetura diferenciada e arrojada e, em meio deles, despontando a imensa torre da TV estatal chinesa. São prédios, na sua quase totalidade, construídos a partir do ano 2000. Abrigam as grandes corporações financeiras, de seguros e comerciais não só da China, mas também de outros países asiáticos, que ajudaram a transformar Shangai num grande centro mundial de negócios. Algo, evidentemente, impensável ao tempo de Mao Tsé-tung.