Um dos objetivos buscados pelo governo chinês para incrementar os negócios é melhorar a imagem do país no exterior. E foi justamente para isto que decidiu promover dois grandes eventos: os Jogos Olímpicos, realizados em Pequim, em 2008, e a Expo 2010 Xangai, que está se desenrolando até outubro. São eventos planejados para atrair uma grande quantidade de visitantes para suas duas principais cidades, as quais receberam cuidados muitíssimo especiais para impressionar o visitante. E os frutos desses investimentos já estão sendo colhidos. Uma pesquisa divulgada neste fim de semana pelo jornal Shanghai Daily, mostra que vem crescendo pelo mundo a imagem favorável da China. A mostra foi realizada pelo Pew Research Center, organismo sediado em Washington, e desenvolvida em 22 países, de 7 de abril a 8 de maio. O resultado apontou que nos EUA 49% dos entrevistados vêem a China positivamente e 36% de forma negativa. Resultados semelhantes foram obtidos na Espanha, 47-38%, e na Inglaterra, 46-35%. No Leste Europeu a imagem também foi considerada positiva para a maioria, sendo surpreendente o número da Rússia, um tradicional rival: 60% de aprovação. No meio muçulmano o único país com índice negativo foi a Turquia. Assim como também foram negativas as avaliações na Alemanha e na França, dois países em que os chineses entendem que terão que concentrar suas atenções, devido a importância dos mesmos no contexto europeu e mundial. Embora os números da América Latina não tenham sido divulgados, foi ressaltado que na região a China é vista como importante parceiro.
Para o Brasil, não resta a menor dúvida de que a China é um grande parceiro. Tanto que se tornou o maior comprador dos produtos brasileiros. E, ao mesmo tempo, os chineses se tornaram os maiores investidores externos no Brasil. Dados revelados aqui na Expo Xangai pelo nosso Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, indicam que companhias chinesas investiram no último ano no Brasil 10 bilhões de dólares, comprando campos de petróleo, minas de ferro, ativos de energia Elétrica e até terras para plantio. Assim, o país que tinha o 29° lugar em termos de investidores no Brasil, passa para o primeiro lugar. E o que é melhor: os chineses já se mostraram interessados em investir no Brasil em obras de infra-estrutura, como rodovias, portos, energia elétrica e outras obras necessárias para a Copa de 2014 e a Olimpíada de 2016. O que eles fizeram por aqui para os Jogos Olímpicos e para a Expo Xangai dá-lhes credibilidade para tal. E o que se percebe é que dinheiro não falta neste país “comunista” para investimentos.