Irã e EUA estão às voltas com mais um caso complicado. Envolve o físico iraniano Shahram Amiri, que teria sido seqüestrado quando realizava uma peregrinação pela Arábia Saudita e foi parar nos EUA. Pois ele acaba de entrar na embaixada do Paquistão, em Washington, que cuida dos interesses iranianos, e pediu para se repatriado ao Irã. A informação inicial era de que Amiri trabalhava como pesquisador na Universidade de Teerã, mas alguns relatos afirmam que ele trabalharia para a agência iraniana de energia atômica e que teria um profundo conhecimento do polêmico programa nuclear do país. O seu seqüestro teria acontecido há um ano e, segundo o governo iraniano, foi executado pela CIA, com o objetivo de levar o cientista para os EUA e arrancar informações sobre o programa nuclear do Irã.
Em uma entrevista, Amiri disse que revelará detalhes do seu “calvário” assim que chegar a Teerã. Ele disse que nos últimos 14 meses foi submetido a uma pressão psicológica grande e vigiado por homens armados.
O ex-correspondente da BBC em Teerã Jon Leyne diz que a versão iraniana da história parece estar sendo confirmada pelos eventos em Washington. Para Leyne, a súbita aparição de Amiri na embaixada paquistanesa representa um grande constrangimento aos serviços de inteligência americanos e pode levar a um conflito diplomático. Ou seja, mais um entre os dois países.