Cinco dias depois de o presidente Juan Manuel Santos assumir o cargo na Colômbia prometendo o diálogo, a capital Bogotá foi sacudida por atentado terrorista. A explosão de um carro bomba junto ao prédio da Rádio Caracol promoveu grandes estragos, ferimentos em nove pessoas, mas, felizmente, nenhuma vítima fatal. Durante muito tempo Bogotá, assim como Medellin e Cali, as principais cidades da Colômbia, foram alvos de atentados, com explosões de carros-bomba ou seqüestros de personalidades de destaque do país. A ação de força contra a narcoguerrilha desenvolvida pelo presidente Álvaro Uribe, com o apoio dos EUA através do Plano Colômbia, fez diminuir substancialmente os atos de terror. Estive em Bogotá há cerca de um ano e senti uma cidade tranqüila e segura, onde se podia circular por toda a parte sem problema nenhum.
Pois, mal assumiu o novo governo e temos de volta o atentado. Uma forma de a guerrilha mostrar que ainda está viva e que está desafiando o presidente que assume. Santos prometeu o diálogo, que por sinal, já colocou em prática no restabelecimento de relações com a Venezuela de Hugo Chávez. No entanto, não se pode esquecer que ele, Santos, foi, como ministro da Defesa, o executor da política de força de Uribe. E que, portanto, não custará nada para ele voltar a praticar tal política.