Surgiu mais uma divisão no governo israelense com relação ao tão propalado acordo de paz com os palestinos. E quem está em discordância com o avanço das negociações é o chanceler Avignor Liberman. Ele afirmou que a paz no Oriente Médio é um “objetivo inalcançável nesta geração” e por isso não vê sentido no renovado esforço com as conversas diretas por um acordo de paz com os palestinos. O chamado Quarteto da Paz, formado EUA, Rússia, UE e ONU, que está mediando o acordo, pretende dentro de um ano ver constituído o Estado da Palestina, algo que, evidentemente, é visto com muito pessimismo.
“Assinar um acordo de paz global é um objetivo inalcançável neste ano e nesta geração”, sustentou Lieberman, presidente do partido ultradireitista Yisrael Beiteinu, a segunda maior formação na coalizão de governo, atrás apenas do Likud, partido do premiê Binyamin Netanyahu. Lieberman advertiu ainda que impedirá qualquer prorrogação do congelamento parcial da colonização na Cisjordânia ocupada, que termina em 26 de setembro. “Não há nenhum motivo para prolongar o bloqueio. O Israel Beitenu tem influência e poder suficientes no governo e no Parlamento para conseguir impedir a aprovação de qualquer proposta de ampliação do congelamento”.
Vale lembrar que o chanceler foi afastado do reinício, no dia 2 setembro em Washington, das negociações diretas israelense-palestinas. Mas continua tentando influir.