E em termos de apoio ao terror, está sobrando para a Venezuela de Hugo Chávez, que estaria servindo de campo de treinamento para guerrilheiros da organização separatista ETA, Pátria Basca e Liberdade, que atua na Espanha. A informação teria sido prestada por dois integrantes de um comando da organização, que foram presos na Espanha. Juan Carlos Besance Zugasti e Xavier Atristan Gorosabel contaram ter feito cursos de formação em julho e agosto de 2008 na Venezuela. O governo espanhol, logicamente, está cobrando explicações de Hugo Chávez. A Justiça espanhola suspeita há muito tempo de que a Venezuela vem servindo de esconderijo para os membros da ETA. Esse fato levou, inclusive, a Associação das Vítimas do Terror na Espanha a pedir o rompimento de relações da Espanha com a Venezuela.
CONFISCO
O presidente da Venezuela Hugo Chávez segue com o seu programa de confisco de terras que estejam em mãos de empresas estrangeiras. Acaba de nacionalizar as terras de uma filial da companhia britânica de carnes Vestey. O confisco das terras situadas no centro do país faz parte da chamada “revolução agrária” que Chávez está colocando em prática. Este processo está sendo alvo de forte crítica por parte da oposição, por dois motivos. Um, que ao tomar terras de empresas estrangeiras o governo está afastando os investidores de fora. Afinal, quem é que vai querer investir em um país onde o seu empreendimento pode ser confiscado pelo governo de uma hora para outra? O outro motivo de crítica prende-se à inocuidade da medida. Afinal, argumentam os opositores, desde 1999, quando chegou ao poder, Chávez já tomou 2,5 milhões de hectares, no entanto, apenas 50 mil deles são produtivos. E não é para menos, ou alguém pode acreditar que o governo pode ter uma melhor produtividade de carnes do que uma empresa especializada da área? A prática está aí para comprovar.