Escrevo hoje e pelos próximos 30 dias desde o Canadá, segundo maior país do planeta em extensão territorial, membro da Otan, um dos pontos de maior atração de investidores e de jovens em busca de oportunidade. País que Donald Trump, em mais um de seus pronunciamentos estapafúrdios, queria transformar no 51º estado americano. Estou em Vancouver, considerada uma das cinco cidades mais bonitas e de qualidade de vida do mundo.
Atrás apenas da Rússia em território, o Canadá reúne características que o tornam uma das nações mais admiradas do mundo. Com quase 10 milhões de quilômetros quadrados, o país integra a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e exerce papel relevante na segurança do hemisfério norte. Paradoxalmente, seu imenso território abriga uma população relativamente pequena, de cerca de 35 milhões de habitantes, concentrada principalmente na faixa próxima à fronteira com os Estados Unidos.
Essa baixa densidade demográfica transformou a imigração em uma política estratégica. O governo canadense estimula a chegada de profissionais qualificados, estudantes e empreendedores para suprir a demanda por mão de obra e sustentar o crescimento econômico. O resultado é uma sociedade multicultural, formada por pessoas oriundas dos mais diversos continentes.
IMIGRAÇÃO
O Canadá ocupa atualmente a 11ª posição no ranking global de Produto Interno Bruto (PIB) nominal, com uma estimativa de US$ 2,51 trilhões. Em termos per capita, o país destaca-se com uma média superior a US$ 60 mil por habitante, refletindo um padrão de vida muito elevado. A economia canadense é amplamente orientada para o setor de serviços e possui um dos maiores IDHs do mundo. Os pilares estruturais da sua economia
O Canadá consolidou uma das políticas migratórias mais organizadas do mundo. Todos os anos, milhares de trabalhadores são admitidos por programas que priorizam qualificação profissional, experiência e domínio dos idiomas oficiais, inglês e francês. O objetivo é compensar o envelhecimento da população e manter a economia em expansão.
As grandes cidades, como Toronto, Vancouver, Montreal e Calgary, tornaram-se verdadeiros mosaicos culturais. Ruas, bairros e centros comerciais refletem a diversidade de nacionalidades que ajudaram a construir o país nas últimas décadas.
ASIÁTICOS
Entre os grupos que mais cresceram nos últimos anos destacam-se chineses e indianos. Ambas as comunidades exercem forte influência na economia, no comércio, na tecnologia e no ensino superior. Em algumas regiões metropolitanas, bairros inteiros preservam tradições, idiomas e costumes trazidos da Ásia. O dinamismo desses imigrantes contribuiu para impulsionar setores como inovação, engenharia, tecnologia da informação e serviços financeiros, fortalecendo a competitividade canadense no cenário internacional.
BRASILEIROS
A comunidade brasileira também se expandiu de forma significativa. Muitos chegaram inicialmente como estudantes e permaneceram após concluir a formação acadêmica, enquanto outros foram atraídos por oportunidades nas áreas de tecnologia, saúde, construção civil e serviços. Além da busca por melhores perspectivas profissionais, fatores como segurança pública, qualidade da educação, estabilidade política e elevada qualidade de vida fazem do Canadá um destino cada vez mais procurado pelos brasileiros. Restaurantes, escolas de português e associações culturais demonstram o fortalecimento dessa presença.
FUTURO
Mesmo enfrentando desafios como o alto custo da moradia em grandes centros urbanos e a necessidade de ampliar a infraestrutura, o Canadá continua figurando entre os destinos mais desejados para viver e trabalhar. Sua economia diversificada, instituições sólidas e respeito à diversidade reforçam a imagem de um país aberto ao talento internacional.
Com vastos recursos naturais, elevado desenvolvimento humano e uma política consistente de atração de imigrantes, o gigante da América do Norte demonstra que seu maior patrimônio não está apenas na dimensão territorial, mas na capacidade de transformar diversidade em desenvolvimento econômico e social. Além do enorme respeito aos povos originários.