Os protestos no Egito completaram dez dias nesta quinta-feira. E pelo segundo dia consecutivo aconteceram os confrontos entre os que apóiam o presidente e os que querem a sua destituição. Quanto às manifestações pró-Mubarak, cada vez mais se comprovam como obra do próprio governo. Esta suspeita foi levantada pela organização pró-direitos humanos Human Rights Watch, foi corroborada pelo governo dos EUA. Pode-se acrescentar ainda o fato das prisões dos jornalistas que estão cobrindo os acontecimentos no Cairo. Sim, porque essas prisões foram feitas pelos órgãos de segurança do governo e a acusação que pesou contra os profissionais que foram exercer suas atividades jornalísticas foi de que seriam os responsáveis por insuflar as manifestações contra o governo. Ou seja, uma atitude típica das ditaduras. Atitude que mereceu protestos até do Itamaraty, tendo em vista que jornalistas brasileiros também foram alvo da truculência. E para completar tem a declaração do embaixador brasileiro no Cairo, Cesário Melantonio Melo, dizendo que estão vivendo num Estado onde inexiste o Direito.
Esta é o quadro atual do Egito.