O ex-presidente americano George W. Bush teve que suspender uma viagem que faria à Suiça, no próximo dia 12, e está na iminência de ser processado quando sair dos EUA. Tudo por iniciativa de duas ONGs, o Centro para os Direitos Constitucionais, de Nova York e o Centro Europeu para os Direitos Humanos e Constitucionais. A acusação que pesa sobre Bush é de ter autorizado o uso da tortura contra suspeitos de terrorismo sob custódia americana. A comprovação do fato está no livro do próprio Bush, recém lançado, “Decision Points”, que é a sua autobiografia. Ali Bush relata que autorizou práticas como simulação de afogamento, privação do sono, posições desconfortáveis e confinamento em uma caixa escura.
Katherine Gallagher, diretora jurídica do Centro para os Direitos Constitucionais, disse que “quando há uma admissão tão flagrante e inequívoca de autorização da tortura, não se pode simplesmente dar as costas para isso”. Daí a entidade querer aproveitar a ida de Bush à Suiça, para uma conferência para a comunidade judaica, para entrar com processo contra o ex-presidente americano. Sabedor do fato, Bush cancelou a visita. Aí é de se perguntar: então ele não vai mais viajar para o exterior?
Eu digo mais: contra Bush não deveria pairar apenas o processo sobre torturas. Deveria ser julgado por genocídio e crimes contra a humanidade. Não se pode esquercer que ele fez uma guerra contra o Iraque em nome de um mentira, tendo matado mais de 100 cidadãos iraquianos e 5 soldados americanos.